Litotripsia a Laser: Pulverização x Fragmentação com extração

07/03/2018

Estudos tentam avaliar as vantagens e desvantagens entre a pulverização ou fragmentação e extração dos cálculos renais.

Para a Pulverização de Cálculos foram apontadas como principais vantagens: tempo reduzido aliado à menor custo por procedimento, não causar danos ao ureter e menor tempo de recuperação do paciente. As desvantagens neste tipo de procedimento se encontram na possibilidade de não extração total dos micros pedaços em que o cálculo foi transformado, estando assim suscetível a reincidência de novos cálculos e necessitar de novo procedimento no médio prazo e, também, pode não ser efetivo em todos os tipos de cálculos.

Para a Fragmentação e Extração de Cálculos foram apontadas como principais vantagens: possibilidade de fragmentação e extração total do cálculo em um único procedimento, menor movimentação do cálculo durante o procedimento – o que evita uma maior penetração do ureter em caso de cálculo de ureter e maior durabilidade para a Fibra do Laser. Como desvantagens levantaram questões como: tempo maior de procedimento o que incide diretamente em custos, utilização de mais instrumentais com Bainha e Basket e os danos causados no ureter por conta dos instrumentais utilizados.

Ao final dos estudos concluíram que ambos os procedimentos se mostraram efetivos na eliminação dos cálculos no primeiro procedimento. As vantagens e desvantagens levantadas não são suficientes para que se possa dizer qual procedimento é melhor que o outro. No entanto, cada procedimento possui vantagens e desvantagens que podem ser consideradas. Portanto os urologistas devem estar cientes das opções de cuidados personalizados de seus pacientes, baseados na quantidade, tamanho, localização e densidade dos cálculos.

 

Fontes:

URETEROSCOPIC LASER LITHOTRIPSY: A REVIEW OF DUSTING X FRAGMENTATION WITH EXTRACTION

Matlaga Brian R.Chew BenEisner BrianHumphreys MitchellKnudsen BodoKrambeck AmyLange DirkLipkin Michael,Miller Nicole L.Monga ManojPais VernonSur Roger L., and Shah Ojas

Artigo publicado em 31 de Janeiro de 2018 no The Journal of Urology. Link:https://www.liebertpub.com/doi/10.1089/end.2017.0641

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